Capítulo 15

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Capítulo 15

Mensagem por Admin em 12/4/2010, 3:45 pm

1. Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram:
2. Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer.
3. Jesus respondeu-lhes: E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição?
4. Deus disse: Honra teu pai e tua mãe; aquele que amaldiçoar seu pai ou sua mãe será castigado de morte (Ex 20,12; 21,17).
5. Mas vós dizeis: Aquele que disser a seu pai ou a sua mãe: aquilo com que eu vos poderia assistir, já ofereci a Deus,
6. esse já não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus.
7. Hipócritas! É bem de vós que fala o profeta Isaías:
8. Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim.
9. Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens (Is 29,13).
10. Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes:
11. Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem.
12. Então se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: Sabes que os fariseus se escandalizaram com as palavras que ouviram?
13. Jesus respondeu: Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz.
14. Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala.
15. Tomando então a palavra, Pedro disse: Explica-nos esta parábola.
16. Jesus respondeu: Sois também vós de tão pouca compreensão?
17. Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto?
18. Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem.
19. Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias.
20. Eis o que mancha o homem. Comer, porém, sem ter lavado as mãos, isso não mancha o homem.
21. Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia.
22. E eis que uma cananéia, originária daquela terra, gritava: Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio.
23. Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: Despede-a, ela nos persegue com seus gritos.
24. Jesus respondeu-lhes: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
25. Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: Senhor, ajuda-me!
26. Jesus respondeu-lhe: Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos. _
27. Certamente, Senhor, replicou-lhe ela; mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos...
28. Disse-lhe, então, Jesus: Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada.
29. Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.
30. Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou,
31. de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel.
32. Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.
33. Disseram-lhe os discípulos: De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?
34. Pergunta-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Sete, e alguns peixinhos, responderam eles.
35. Mandou, então, a multidão assentar-se no chão,
36. tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão.
37. Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.
38. Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
39. Jesus então despediu o povo, subiu para a barca e retornou à região de Magadã.
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Re: Capítulo 15

Mensagem por Antonio em 16/4/2010, 4:18 pm

A Cananéia
Mt 15, 22-28
Essa mulher da Cananéia traz-nos a nós, cuja confiança no Senhor Jesus tantas vezes fraqueja, um testemunho de extrema perseverança, e insistência, provando a todos nós que quando insistimos em nossos objetivos, com a confiança de quem se sabe amado por Deus, conseguimos as graças, sejam elas extraordinárias ou não, ou até mesmo os milagres que almejamos alcançar.

O Evangélio não lhe dá nome, apenas diz que se trata de uma mulher, o que leva-nos a pensar que o evangelista o fez propositadamente, para que todos possamos identificar-nos com ela e sua história. Que pode ser a nossa.
Jesus havia se retirado para os arredores de Tiro e Sidônia, terra extrangeira. Houvesse ali um doutor da Lei, este certamente comentaria ironicamente, de forma a que todos ouvissem:-Ora! Com que então o Messias, o Filho de Deus, vai ter em terras extrangeiras! Somos nós o povo da eleição! Vosso Mestre e Senhor esqueceu-se disso?
Também nós nos transformamos em doutores da lei quando recusamos abrir a porta a um desconhecido, e a justificativa está sempre pronta:-"Ora! Existem tantos ladrões e assassinos à solta." Esses muitas vezes nos imploram ajuda, e as vezes chegam mesmo a gritar, seus gritos são audíveis aos que sabem escutar, e visíveis aos que sabem enxergar, mas a resposta é sempre a mesma:- um sonoro NÃO.
A mulher cananéia sabia disso com certeza, e por isso se pôs a gritar:- Senhor, filho de Davi tem piedade de mim!
O problema não estava nela, mas estava com ela, era a sua filha, atomentada por um demônio.
Os discípulos pediram com insistência, a insistência dos cegos e ignorantes. _ Despede-a! E a resposta de Jesus foi dura para a mulher: - Não vim senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas a mulher, com a humildade que se adquire depois dos muitos sofrimentos pelos quais passamos, tornou-se ainda mais humilde e diz: - Senhor, ajuda-me. E o Senhor compara-a a um cachorrinho quando lhe responde: - Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos.
Então, no seu sesespero de mãe, e mãe que sabe que Aquelle que ali está, é o único remédio capaz de pôr fim ao sofrimento de sua filha e consequentemente dela, responde com a prece daqueles que já não sabem mais como implorar: - Certamente, mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas...
Essa resposta é de desconcertar qualquer coração! Como deve haver-se comovido o coração do Senhor, tecido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria! A Jesus, resta-Lhe apenas exclamar o quão grande era a fé daquela mulher. E não Lhe restou outra coisa que curar sua filha na mesma hora.
Fôssemos nós tão humildes, insistentes e cheios da certeza que tinha essa mulher de que só Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e já estaríamos a viver aqui e agora o reino sonhado por Ele, não só para Israel, mas também para todas as ovelhas perdidas do mundo.
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