Capítulo 14

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Capítulo 14

Mensagem por Admin em 12/4/2010, 3:45 pm

1. Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes ouviu falar de Jesus.
2. E disse aos seus cortesãos: É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres.
3. Com efeito, Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe.
4. João lhe tinha dito: Não te é permitido tomá-la por mulher!
5. De boa mente o mandaria matar; temia, porém, o povo que considerava João um profeta.
6. Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes.
7. Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.
8. Por instigação de sua mãe, ela respondeu: Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista.
9. O rei entristeceu-se, mas como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem;
10. e mandou decapitar João na sua prisão.
11. A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe.
12. Vieram, então, os discípulos de João transladar seu corpo, e o enterraram. Depois foram dar a notícia a Jesus.
13. A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.
14. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.
15. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.
16. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer.
17. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. _
18. Trazei-mos, disse-lhes ele.
19. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.
20. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.
21. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.
22. Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.
23. Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.
24. Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25. Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.
26. Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: É um fantasma! disseram eles, soltando gritos de terror.
27. Mas Jesus logo lhes disse: Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!
28. Pedro tomou a palavra e falou: Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!
29. Ele disse-lhe: Vem! Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.
30. Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!
31. No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
32. Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.
33. Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.
34. E, tendo atravessado, chegaram a Genesaré.
35. As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes,
36. rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E, todos aqueles que nele tocaram, foram curados.
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Re: Capítulo 14

Mensagem por Antonio em 23/4/2010, 3:03 pm

Mt 14, 24-33

Quantas e quantas vezes, em nossa vida somos pegos de surpresa pelas tempestades que nos assolam, a nós e muitas vezes também, a aqueles que estão conosco na mesma barca. É assim a barca da vida, as vezes navega por águas tranquilas, outras vezes essas mesmas águas tornam-se turbulentas a causa das tempestades. Assim era com os discípulos de Jesus, ora sentiam medo, ora não acreditavam no que ouviam ou viam etc..., ou seja, eram humanos como nós, nada mais nada menos, afora o fato de que eram discípulos escolhidos a dedo pelo Mestre. E Pedro era um deles.Espontâneo, franco, intrépido e as vezes medroso, exatamente como nós; aliás no Novo Testamento há um verdadeiro desfile de seres humanos com os quais nos identificamos, e por isto, creio, muitas vezes os nomes dessas personagens são omitidos, para que possamos, ao refletirmos nos textos evangélicos colocar na personagem "tal", o nosso próprio nome, para que a mensagem passada possa ser melhor assimilada pelo nosso espírito.
A boa distância da costa, a barca agitava-se pelas ondas e era madrugada. De repente, um pouco distante, mas não tanto que não pudessem ver, aparece Jesus a caminhar sobre a água. Em meio a uma tempestade, quando a barca de nossa vida está à deriva em plena madrugada, com raios cortando o céu, ficamos sem saber que atitude tomar. Mas eis que o Senhor, ao ver o desspero de seus amados, lhes diz: - Acalmai-vos, sou eu, não tenhais medo! Pois pensavam tratar-se de um fantasma. Nós também somos assim. Mas Pedro, que sempre estava à frente, tomou a palavra e disse ao Senhor que se fosse Ele mesmo, que o mandasse ir ao Seu encontro. Jesus responde com uma só palavra: - Vem! E imediatamente ele saltou da barca e foi ao encontro do Amado Mestre, mas no instante mesmo em que caminhava sobre as águas, o vento dobrou a intensidade e Pedro teve medo, e assim, começou a afundar. Ao dar-se conta disso imediatamente gritou: - Senhor, salva-me. Pedro não pedia isso a qualquer um, sabia que seu mestre era e é o senhor de Senhores. Notemos também, que Pedro disse primeiro: Senhor, para só depois dizer; salva-me. Sabia ele também que seu mestre é o nome sobre todo o nome pelo qual fomos e somos salvos. Primeiro o Senhor, depois nós. E no mesmo instante Jesus tomou-o pela mão e puxou-o das águas turbulentas, e Pedro pôde sentir o aconchego dos braços do Senhor, a fé é isto, é caminhar confiante rumo a Deus, mesmo sabendo que haverá tempestade. Mas haverá também o braço poderoso do Mestre para amparar-nos. Então a tempestade acalmou-se. É que quando permitimos que Jesus nos salve tudo em nossa vida acalma-se. E a paz toma conta de nossa alma. Pedro levou uma reprimenda amorosa do Senhor: - homem de pouca fé! E então,depois, e só depois que tudo se acalmou todos os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus para dizer-lhe:- Tu és verdadeiramente o Filho de Deus. Se Pedro era homem de pouca fé, o que dizer dos que ficaram e confiaram na falsa segurança da frágil embarcação?
Estes versículos nos dizem exatamente o que é ser discípulo: - É aquele que pede para ser chamado por Jesus, para que Ele diga:- Vem! Porque ninguém pode ir se Ele não chamar. Discipulo é aquele/a que ouve a Palavra, ou seja, Jesus, crê nela e salta da barca, deixando para trás as incertezas, as dúvidas, os medos e vai em direção ao Mestre. Discípulo também corre o risco de afundar, mas volta sempre à superfície, porque crê, é aquele que conhece o Senhorio de Jesus mas reconhece sua necessidade de ser salvo. Discípulo é aquele que deixa-se ser corrigido por Jesus, e agradece e louva-o por isso.
Que Deus dê-nos a graça de sermos Seus discípulos, para juntos caminharmos rumo à salvação.
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