Capítulo 13

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Capítulo 13

Mensagem por Admin em 12/4/2010, 3:44 pm

1. Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago.
2. Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem.
3. E seus discursos foram uma série de parábolas.
4. Disse ele: Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram.
5. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda.
6. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes.
7. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.
8. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um.
9. Aquele que tem ouvidos, ouça.
10. Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: Por que lhes falas em parábolas?
11. Respondeu Jesus: Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.
12. Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem.
13. Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam.
14. Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis,
15. porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare (Is 6,9s).
16. Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!
17. Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram.
18. Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador:
19. quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho.
20. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida,
21. mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda.
22. O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa.
23. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um.
24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.
25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28. Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?
29. - Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.
31. Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.
32. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.
33. Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.
34. Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,
35. para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).
36. Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo.
37. Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
38. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno.
39. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.
40. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo.
41. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal
42. e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
43. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça.
44. O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.
45. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.
46. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.
47. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.
48. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.
49. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos
50. e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.
51. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.
52. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.
53. Após ter exposto as parábolas, Jesus partiu.
54. Foi para a sua cidade e ensinava na sinagoga, de modo que todos diziam admirados: Donde lhe vem esta sabedoria e esta força miraculosa?
55. Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
56. E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?
57. E não sabiam o que dizer dele. Disse-lhes, porém, Jesus: É só em sua pátria e em sua família que um profeta é menosprezado.
58. E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres.
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Re: Capítulo 13

Mensagem por Antonio em 19/4/2010, 9:37 pm

Mt 45-46

Esta é uma das menores parábolas do livro de Mateus., porém,quando paramos e nos colocamos a refletir sobre ela,torna-se grandiosa.
Uma pérola tem grande valor, e no tempo de Jesus só mulheres muito ricas usavam-nas, tal o valor que possuíam, posto que para encontrá-las é necessário mergulhar, e, dois mil anos atrás a gente não possuia a tecnologia a que tem hoje acesso. Muitos morriam nesa aventura.
Jesus falava à gente simples, muitos camponeses, daí o fato de as suas parábolas, quase todas, terem cunho rural.
Com esta parábola, tão curta Ele nos diz que o reino dos céus é inapreciável, ninguém o compra, é preciso merecê-lo, e para merecê-lo faz-se necessário antes buscá-lo, pois está escondido aos que pouco enxergam, ou seja, a maioria de nós, É preciso achá-lo, e encontrando-o, pagar o preço. Mas se é inapreciável, como adquiri-lo? - O reino de Deus não é aquirido com dinheiro ou barganha, e sim com nosso testemunho cristão que, sendo verdadeiro, é-nos entregue gratuitamente, quando deixamos de lado nossos pré-conceitos, orguho, nossas mentiras, egoísmo, autosuficiência e etc... e nos tornamos flexíveis a ponto de tombar com as tempestades que nos assolam,só tombar, para depois delas, reerguer-nos verticais e enxergar o que há além das montanhas que também são movidas por nós mesmos, a fim de entrar na terra onde jorra "leite e mel". Procedendo assim, este reino, tão sonhado, será a nós descoberto, porque o buscamos.
Este reino, do qual Jesus nos fala, produz uma alegria inigualável, Mas não devemos nunca esquecer-nos que ele exige renúncia, precisamos desfazer-nos de nossos bens, ou seja, de nossos apegos, as vezes tão antigos que já nem nos lembramos de quando foi que nos apegamos,; apegos temos muitos, somos apegados à nossa familia enquanto que deveríamos sim amá-la, somos apegados às paixões que de assalto nos tomam, e paixão não é amor, posto que nos torna egoístas e ciumentos, em comtraposição o amor nos torna livres para amar mais e mais, torna-nos desprendidos, porque confiamos em quem amamos. - Vale a pena ler o hino à caridade, de São Paulo ( Icor,13-13).
É esse o preço que se paga para atravessar a porta da justiça. E quando atravessarmos essa porta, não haverá arrependimento por havermos posto todo o nosso amor e entendimento em buscar esse reino, porque este é o reino dos céus.
Busquemo-lo.
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